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Perfil da Colunista:
Luciana Paes de Barros, 30, Paulista e moradora de Jeri por 2 anos.
Formada em Propaganda e Marketing pela Faculdade Unip de São Paulo. Já trabalhou em diversas agências de publicidade.
E-mail: lucys_pb@hotmail.com |
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A PescariaVencer o medo do mar era uma tarefa árdua para mim. Até em balsa a primeira coisa que eu olho é o lugar dos coletes salva vidas. Depois de um certo tempo morando em Jeri, eu tinha como obrigação vencer esse medo. Pensei que uma boa maneira de fazer isso seria sair para o mar com algum pescador. Mas quem?
Um dia cheguei na Vila Kalango para trabalhar e me convidaram para um dia de pesca. Não acreditei! Na hora disse: "ok, eu vou", sem saber muito bem o que iria acontecer.
No dia seguinte, as 5:45 da manhã, comecei a ouvir pedras na minha janela e meu nome sendo chamado. Estava escuro ainda! Pensei em desistir, mas levantei e fui com eles.
Eram 6 pessoas comigo e somente uma delas era o PESCADOR, o homem do mar. Descemos a rua São Francisco com uma caixa tipo isopor com latas de cerveja, água e uma manteiga?? Sim, o Mauricio comprou pão para o caso de uma fome matutina.
Atravessamos por dentro da VK até a praia - antes pegamos um copo de café que as meninas estavam preparando - e fomos.
Quando chegamos perto da canoa, ela ainda estava encalhada na areia, por causa da maré baixa. Resolvemos sentar e esperar a maré subir, já que nosso pescador Vila afirmou que em meia hora o mar estaria nela e poderíamos sair. Eram umas 6 e pouco quando nós, sentados na canoa, avistamos uma das cenas mais engraçadas que eu vi nesse tempo todo: uma mulher saiu do mar tipo "Garota do Fantástico", de roupa provavelmente da noite anterior, com um homem todo de preto, rindo de maneira embriagada. Pensei: "Da onde esses dois saíram, meu Deus?"
A cena realmente foi inexplicável. E pior: sem pudor nenhum os dois sairam andando até uma outra canoa que também estava encalhada e fizeram ali mesmo o que queriam fazer.
O pessoal que estava comigo olhava com binóculo a cena. Mas susto mesmo teve o catador de latinhas quando viu. Hilário.
Depois de um tempo a maré subiu e nós pudemos sair. Eu, claro, já fui com o tal do colete. Não custa prevenir! E mar adentro, todos alegres... até a canoa parar para começar a pescaria. Eu nunca vi um negócio balançar tanto como aquela canoa. O mar é muito agitado e estava praticamente impossível ficar ali. Perguntei ao Vila se eu pulasse no mar seria melhor e ele disse que sim. Não tive dúvida. Pulei na hora. E quando olhei estavam todos no mar, menos o Vila, que estava ótimo balançando daquele jeito (não sei como!).
Foi um fiasco total. Não conseguia nem olhar para nada e voltei deitada na rede de pesca que estava na canoa. Vale lembrar também que o pão que o Mauricio comprou foi pro mar.
Voltamos com poucos peixes e arraias e morrendo de vontade de pisar em terra firme. Depois disso, não subi mais numa canoa. É melhor deixar para quem sabe.
| Comentários |
| Nome:
Raimundo |
Comentário:
Adorei o comentáriio.
Parabéns... |
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