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Terça-feira - 07.02.2012
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Perfil:
Luciana Paes de Barros, 30, Paulista e moradora de Jeri por 2 anos.
Formada em Propaganda e Marketing pela Faculdade Unip de São Paulo. Já trabalhou em diversas agências de publicidade.
E-mail: lucys_pb@hotmail.com |
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A Noite da SerestaSó quem mora em Jeri sabe o que é a noite da Seresta. Confesso que nunca imaginei assistir a uma manifestação popular dessas, mas vamos aos detalhes.
Minha segunda casa era num beco próximo à Padaria Santo Antônio. Quando saía do trabalho na Vila Kalango, podia subir tanto pela rua Principal, quanto pela rua São Francisco. Pela rua Principal era um pouco mais longe, mas valia pela movimentação das pessoas saindo da praia, da capoeira, do pôr do sol na duna.
Quando cheguei perto de casa e fui abrir o portão, ouvi uma coisa estranha. Algo como uma pessoa falando num microfone: "Sooom, um, dois. Sooom". Pensei: "Não é possível!!! O que será isso agora? Que novidade é essa?"
Curiosa, saí da frente do portão e olhei para o terreno vizinho (um terreno vazio, com muitos cajueiros e uma pequena barraca). Foi quando tive a surpresa: um palco 2 x 1m montado encostado no muro da minha casa, com 4 luzes que piscavam alternadamente azul, vermelho, amarelo e verde.
E o mais engraçado: um homem com um teclado começou a tocar sempre as mesmas notas, com N letras diferentes. Músicas estranhas que misturavam forró com dor de cotovelo. Em alto e bom som até as 4 da manhã!
Parecia que a festa era dentro de casa. Mal conseguíamos falar, ver televisão, nada.
E as pessoas chegando, dançando, bebendo.. Não tinha jeito. Éramos obrigados a presenciar aquilo.. Então, como diz aquele velho ditado: "Já que não pode vencê-lo, junte-se a ele".
Entramos no ritmo e começamos a aprender as letras das músicas (que não são nada complicadas..) para pelo menos darmos risada. E ainda com a marca registrada do cantor, o famoso gritinho estilo Frank Aguiar.
Ele gritava de lá e a gente imitava dentro de casa. E assim se passou essa noite. A Noite da Seresta.
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